3.30.2008


2 anos de Cineclube Equipe.

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3.26.2008

um novo espaço para o cineclubismo


Felipe Macedo, veterano do movimento cineclubista brasileiro, manterá uma coluna semanal na versão brasileira on-line do Le Monde Diplomatique, que, segundo o próprio é "uma publicação independente, comprometida com a liberdade, a diversidade, o pluralismo, com uma tradição que vem desde seu lançamento na França, em 1954. Hoje, publicado em 23 idiomas e 34 países, o Diplô tornou-se sinônimo de jornalismo crítico e sem concessões à superficialidade."
Na primeira coluna, entitulada "Nós somos o público", Felipe fala sobre a Carta de Direitos do Público, um documento importantíssimo que representa a luta pelo reconhecimento desses direitos. O manifesto foi recuperado e trazido à tona na 1ª Conferência Mundial de Cineclubismo, realizada na Cidade do México, no final de fevereiro de 2008.

Para ler o texto, clique aqui.
Veja também o site sobre o cineclubismo de Felipe Macedo.

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3.20.2008

ATENÇÃO


O dia do Curso Uma Introdução à Linguagem Cinematográfica mudou de segunda para sexta-feira. Desta forma, a segunda aula (sexta-feira dia 28 de março de 2008) também terá caráter experimental: o aluno pode assisti-la gratuitamente sem o compromisso de permanecer durante todo o curso.

As datas das aulas são as seguintes:

março: dia 28;

abril: dias 4, 11, 18, 25;

maio: dias 9, 16, 30;

junho: dias 6, 13, 20, 27;

agosto: dias 8, 15, 22

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3.12.2008

Uma introdução à linguagem cinematográfica: curso de 17.03 a 30.06


O Cineclube Equipe convida a todos para o curso Uma introdução à linguagem cinematográfica, que terá início na segunda-feira dia 17 de março de 2008. O curso será ministrado pelo professor Paulo Yasha, formado em Cinema pela FAAP e Filosofia pela USP, realizador de vídeos institucionais e pessoais, arte-educador em exposições e museus e ex-aluno do Colégio Equipe.

As aulas serão às sextas feiras, das 19h às 21h, no Colégio Equipe (R. Bento Frias, 223 - Pinheiros - tel: [11] 3814-2188), até agosto (com pausa durante o mês de julho) e contarão com uma metodologia inovadora: aulas expositivas, exibição e análise de filmes, debates e atividades em grupo com a utilização de músicas, histórias em quadrinhos, fotografias etc. O curso está dividido em quatro módulos (Formação do olhar crítico - A linguagem cinematográfica; O Cinema Clássico - De Griffith a Hitchcock; O Cinema Moderno - Das vanguardas aos cinemas novos; Cinema e Contemporaneidade) e se destina a jovens a partir dos 14 anos. A mensalidade é de R$50,00 e a taxa de matrícula (referente ao preço de custo da apostila de textos) é de R$10,00.

Para demonstrar interesse ou tirar dúvidas, enviar e-mail para cineclube@colegioequipe.g12.br com nome e idade.

Programação do curso:
1. Formação do olhar crítico – A linguagem cinematográfica
A fotografia; o plano, a composição da imagem, o tempo, a montagem, a narrativa.

Aula 1 – A aspiração pelo real

O cinema como invenção da modernidade: os antecedentes (pintura e fotografia); os irmãos Lumiére; Georges Meliès.
Material utilizado: curta-metragens dos Irmãos Lumiére e Georges Meliès; imagens fotográficas e pictóricas.
Metodologia: Aula expositiva, apresentação e exercícios de análise da imagem.

Aula 2 – O plano

Os diversos planos, a unidade de tempo, fundamentos da análise da imagem, o plano e a narração.
Material utilizado: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles; Táxi Driver, de Martin Scorsese; Gaviões e Passarinhos, de Pier Paolo Pasolini.
Metodologia: Debate sobre os filmes exibidos; exercício de decupagem.

Aula 3 – A montagem

A seqüência como unidade de tempo; montagem e narrativa; o tempo cinematográfico.
Material utilizado: Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola; Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos; Os Eternos Desconhecidos, de Mário Monicelli; imagens fotográficas e Power Point.
Metodologia: Exercícios de análise da montagem através de fotografias e debate.

Aula 4 – A análise do filme

Leitura crítica da peça cinematográfica: a interpretação, o método de análise.
Material utilizado: Era uma Vez no Oeste, de Sergio Leone.
Metodologia: Aula expositiva, análise em grupo da narrativa. Exercício para casa: escolha de um filme para análise tendo em vista os conceitos aprendidos neste módulo e fichamento de parte do livro O que é Cinema?.


2. O Cinema Clássico – de Griffith a Hitchcock
O ilusionismo: a formação da narrativa cinematográfica, cinema e indústria.

Aula 5 - “O Nascimento de uma Linguagem”

A revolução de Griffith: As categorias de Aristóteles e o teatro dramático; a formalização da linguagem; o cinema como espetáculo.
Material utilizado: O Nascimento de uma Nação e Lírio Partido, de G. W. Griffith; Forrest Gump, de Robert Zemeckis
Metodologia: Aula expositiva debate e exercício de análise em grupo

Aula 6 - “Era uma Vez no Cinema”

Jonh Ford e a sedimentação da linguagem: a figura do herói; a representação do imaginário de uma cultura. Cinema e ideologia.
Material utilizado: Rastros de Ódio, de John Ford e Pequena Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris.
Metodologia: Análise de imagem e exercício escrito, aula expositiva.

Aula 7 – “Se minha Cidade falasse”

O cinema noir: A cidade como personagem; a figura do anti-herói; a questão da mulher. O policial ontem e hoje.
Material utilizado: O Falcão Maltês, de John Huston; Sin City, de Robert Rodriguez.
Metodologia: Exercício de análise do discurso em grupo; aula expositiva e debate.

Aula 8 – “O Cinema em Suspense”

O grau zero da linguagem cinematográfica ou o ilusionismo absoluto, a crítica hitchcockiana da representação; a atualidade do gênero suspense.
Material utilizado: Um Corpo que Cai, Psicose, e Os Pássaros, de Alfred Hitchcock; Os 7 Pecados Capitais, de David Fincher.
Metodologia: Discussão de finalização do módulo, exercício de análise comparativa e exercício de reflexão do suspense através da decupagem em Psicose (em sala de aula), fichamento para casa de uma parte do livro O que é Cinema?.


3. O Cinema Moderno.- Das vanguardas aos cinemas novos
A crítica ao ilusionismo: a desconstrução do tempo, o contexto histórico, a ruptura com o modo de produção industrial.

Aula 9 – Desconstrução da montagem clássica

Einsenstein e a montagem de atrações ou a montagem metafórica; o legado eisenstaniano na indústria e no cinema moderno.
Material utilizado: Outubro, A Greve e Ivan - O Terrível, de Sergei Einsenstein; O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla; Power Point; aparelho de som e revistas.
Metodologia: Aula expositiva; exercício com materiais como a poesia, os quadrinhos e a música erudita.

Aula 10 – O cinema onírico

Avant-gard: o surrealismo; o expressionismo alemão; o impressionismo francês; Mário Peixoto – “um caso brasileiro.”; o legado das vanguardas no cinema atual.
Material utilizado: O Cão Andaluz, de Salvador Dalí e Luís Buñuel; Entreatos, de René Clair, O Gabinete do Doutor Caligari, de Robert Wiene; Limite, do Mario Peixoto; Cidade dos Sonhos, de David Lynch.
Metodologia: Atividade a partir dos sonhos; aula expositiva; debates.

Aula 11 – O Neo-realismo

O neo-realismo e a presença do espaço; a miséria através do drama; um outro modo de narrar; o legado do neo-realismo no cinema moderno: Federico Fellini e Michelangelo Antonioni e sua atualidade.
Material utilizado: Paisà, de Roberto Rosselini; Noites de Cabíria, de Federico Fellini; Passageiro - Profissão Repórter, de Michelangelo Antonioni; Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, de Abbas Kiarostami.
Metodologia: Análise de filmes, aula expositiva, debate em grupo.

Aula 12 – Os cinemas novos

A ruptura em Jean-Luc Godard, François Truffaut e John Cassavetes: a proposta de um cinema anti-industrial.
Material utilizado: Acossado, de Jean-Luc Godard; Os Incompreendidos, de François Truffaut; Shadows, de John Cassavetes; O ÓDIO, de Mathieu Kassovitz.
Metodologia: Aula Expositiva, debate, análise de filmes em grupo sobre o papel das cidades na narrativa moderna.

Aula 13 – O Cinema Novo brasileiro

A formação do cinema brasileiro moderno: Nelson Pereira do Santos; Glauber Rocha e a alegoria; cinema antes e depois do golpe de 1964.
Material utilizado: 5 Vezes Favela, de vários; Os Fuzis, de Ruy Guerra, Terra em Transe, de Glauber Rocha, Eles Não Usam Black-tie, de Leon Hirshman.
Metodologia: Aula expositiva, atividade individual para casa, análise do filme em grupo, fichamento do livro O que é Cinema? (para casa).


4. Cinema e Contemporaneidade
O uso das novas tecnologias, o cinema no contexto da globalização.

Aula 14 – A indústria cinematográfica

A globalização do cinema americano: o cinema como mercadoria; o fim das vanguardas e a apropriação por Hollywood dos legados do cinema moderno; o pós-modernismo; a linguagem publicitária.
Material utilizado: O Gladiador, de Ridley Scott; A Lista de Schindler, de Steven Spielberg; Kill Bill, de Quentin Tarantino.
Metodologia: Debate, atividade em grupo, análise de filme.

Aula 15 – O Cinema e as novas tecnologias

A democratização da prática; o vídeo utilizado pelo cinema moderno atual: o caso Dogma 95; o YouTube: democracia da exibição ou manutenção de poder?.
Material utilizado: A Bruxa de Blair, de Daniel Mirick e Eduardo Sánches; Festa de Família, de Thomas Vintenberg; Dogville, de Lars Von Trier; Justiça, de Maria Augusta Ramos.
Metodologia: Análise de filme, debate, atividade em grupo.

Aula 16 – O cinema brasileiro atual

O cinema da retomada; o subdesenvolvimento e a indústria; as leis de incentivos e a empresa cidadã; o cinema comercial brasileiro.
Material utilizado: Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil, de Carla Camurati; Central do Brasil, de Walter Salles Junior, O Que é Isso Companheiro?, de Bruno Barreto, Tropa de Elite, de José Padilha.
Metodologia: Debate para o fechamento do curso, aula expositiva, atividade final para casa.

Paulo Yasha Guedes da Fonseca


Trajetória profissional constituída predominantemente por trabalhos na área de educação e cinema, como professor de linguagem audiovisual, de artes e filosofia; além de ter exercido funções práticas no audiovisual. Formação em Cinema pela FAAP e em Filosofia pela Universidade de São Paulo.

Realizou a direção de vídeos institucionais e pessoais e assistência de direção na série documental Mesa Brasileira, de Ricardo Miranda, exibida na TV Cultura. Diretor e produtor do documentário Quadrilátero da Sé, para a Caixa Econômica Federal no primeiro bimestre de 2004, em homenagem aos 450 anos de São Paulo.

Experiência pedagógica adquirida como arte-educador em diversas exposições e como professor do Ensino Médio em escolas particulares e públicas na área de Filosofia.

Professor de linguagem cinematográfica no Senac e no Colégio Bialik. Atualmente ministra um curso de introdução à linguagem cinematográfica no Colégio Itaca e é professor de Filosofia no Colégio Santa Amália.

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3.10.2008

II Prêmio Jairo Ferreira - para os destaques de 2007


O Prêmio Jairo Ferreira, que contempla os destaques cinematográficos do ano segundo as revistas Cinequanon, Cinética, Contracampo, Paisá e Teorema, anuncia a realização da sua segunda edição, que acontecerá no CineSesc, na próxima terça-feira, 11 de março, a partir das 21h30, com entrada franca. Além da entrega dos prêmios nas quatro categorias abaixo descritas, a noite contará com a exibição do raríssimo longa-metragem O Insigne Ficante, dirigido por Jairo Ferreira, crítico/realizador que dá nome do prêmio, e cuja obra audiovisual completa estará sendo lançada em DVD na noite do prêmio.
As revistas reunidas em torno do prêmio, cada qual com suas linhas editoriais e suas maneiras de enfocar o cinema, possuem laços de afinidade, não apenas porque reúnem parte de uma geração de críticos surgidos nos anos 90 e 2000 nos sites e nas universidades, mas também porque seus integrantes se aproximaram a partir de encontros em mostras, debates e listas de discussão na Internet. Não se trata de uma associação de críticos ou de publicações com determinados perfis, mas de uma reunião de um grupo de críticos mais ou menos próximos em suas vivências.

Os votos de 31 críticos elegeram os cinco escolhidos para cada uma das categorias votadas. Para o prêmio de melhor filme brasileiro de 2007 são levados em conta os filmes com primeira exibição em 2007, seja em circuito comercial ou em sessões de mostras/festivais no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Ao prêmio de melhor lançamento em cinema de 2007 concorrem filmes estrangeiros e/ou brasileiros lançados nas salas de cinema de Rio e São Paulo ao longo do ano. Na categoria de melhor lançamento em DVD de 2007, além da importância do filme, são valorizadas sua raridade de acesso e a edição e qualidade de apresentação do material. Finalmente, para o prêmio de melhor mostra de audiovisual de 2007, concorrem somente aqueles eventos de edição única, sem continuidade, sendo analisados, além do valor dos filmes exibidos e do trabalho da curadoria, todo o contexto da programação e realização, como catálogos, palestras, cursos e condições de exibição.

É importante esclarecer ainda que filmes ou mostras realizados por integrantes das revistas votantes ficaram de fora da votação. Assim sendo, a lista final dos indicados é a seguinte:

MELHOR FILME BRASILEIRO DE 2007
Baixio das Bestas, de Cláudio Assis
Cão sem Dono, de Beto Brant
Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho
Santiago, de João Moreira Salles
Tropa de Elite, de José Padilha

MELHOR LANÇAMENTO EM CINEMA DE 2007
Em Busca da Vida, de Jia Zhang Ke (Califórnia Filmes)
Império dos Sonhos, de David Lynch (Europa Filmes)
Lady Chaterley, de Pascale Ferran (Imovision)
Maria, de Abel Ferrara (Imagem Filmes)
Medos Privados em Lugares Públicos, de Alain Resnais (Pandora)

MELHOR LANÇAMENTO EM DVD DE 2007
O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla (Versátil)
O Desprezo, de Jean Luc Godard (Universal)
Guerra Conjugal, de Joaquim Pedro de Andrade (Vídeofilmes)
Onde Começa o Inferno, de Howard Hawks (Warner)
Box Valério Zurluni, composto de Verão Violento, A Moça com a Valise e A Primeira Noite de Tranqüilidade (Versátil)

MELHOR MOSTRA AUDIOVISUAL DE 2007
Alexander Kluge: O Quinto Ato (CCBB-SP, curadoria de Jane de Almeida)
Festival Jodorowsky (CCBB/RJ e CCBB/SP, curadoria de Guilherme Marback e Joel Pizzini)
José Mojica Marins – 50 anos de Carreira (CCBB-SP/Cinemateca Brasileira, curadoria de Eugenio Puppo)
Luz em Movimento – A Fotografia no Cinema Brasileiro (Caixa Cultural/RJ, curadoria de Eduardo Ades e Mariana Kaufman)
Rossellini TV Utopia (CCBB-RJ, curadoria de Steve Berg)

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